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já que não sei escrever mais, escrevem por mim - e pra mim.
campari, gelo e água com gás
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Eu não te amo mais.
Acho que já está muito tarde para te escrever pela última vez, por mais que eu tenha ensaiado tantas vezes isso. Já fiz tantos finais que eu podia fazer um filme chinês, daqueles que parecem que vão terminar a qualquer momento e terminam da forma mais imprevisível. Talvez por ser tarde eu esteja mais apta a te escrever o último, mas de forma imparcial. Talvez por eu não mais me sentir ameaçada pelo meu sentimento por você, eu consiga ser mais clara. E eu escrevo sem esperança que leia, eu no fundo sei que você nunca vai ler isso, por isso eu escrevo com calma.
Tem uns 4 anos. Eu lembro sim do tempo, já que durante os 3 primeiros eu contei cada dia esperando pelo dia que eu estaria ao seu lado. O último ano eu contei por acaso, ou porque eu contei os dias para não querer mais te ter do meu lado.
Eu te amei como nunca amei ninguém, e do amor mais puro. Do amor tão puro que eu nunca, em quatro anos, consegui pensar perversidades do seu corpo. Hoje, mesmo com tempos sem te ver, eu penso que você o tinha muito bonito, de verdade, mas que eu nunca fui capaz de diminuir meu sentimento por você por vontades físicas. Estava eu satisfeita com o único beijo que eu tive.
Me humilhei como nunca, chorei, fiquei maluca. Ficava bêbada sem beber, quis me matar, me isolei e nada nesse tempo inteiro funcionou. Chegou perto, mas não funcionou. E não foi culpa sua, por favor, não comece.
Eu menti pra você, algumas vezes. Não importa sobre o que, o que importou esse tempo inteiro foi o que eu sentia e depois não queria sentir mais. Eu nunca menti sobre o que eu senti por você, eu mentia por trivialidades, por orgulho, pra parecer bem. Conclusão: quando eu disse que eu tava bem, eu não estava. Quando eu disse que amava profundamente outra, eu não amava. Eu gostava, sim, mas eu não amava como eu te amava. Eu não conseguia. Meu coração sempre foi muito grande, mas muito focado, muito teimoso e só quis você, o tempo todo.
Nos últimos dois anos eu tentei em vão tirar toda a imagem que eu fiz sem querer: de maluca, de sensível, de bêbada, de mentirosa. Esse último não me importo, de verdade. Por mais que eu quisesse e sempre tentasse, eu não precisava provar nada da minha vida externa para você, pois no fundo o que sempre me importou foi você e o que eu sentia. Vai me culpar por isso, por não ter juntado provas pra te provar o que você queria? Peço perdão, se quiser, hoje que estou calma e imparcial, eu te provo o que você quiser sobre o que eu vivi naquele tempo e você não acreditou. De qualquer forma, não me interessa.
O dia que eu mais esperei nesses quatro anos chegou. E eu não vou mentir pra você que mesmo com o coração totalmente comprometido em amar uma outra mulher em questão - e que talvez me faça perder quatro anos ou mais -, eu fiquei nervosa. Eu queria ficar feliz, ver que eu tinha uma chance, mas, pô!, são quatro anos. Será que eu realmente fiquei quatro anos esperando e agora eu devo ficar feliz por algo que você não tá feliz? Será que eu fui egoísta esse tempo todo em pensar só no que eu estava fantasiando na minha cabeça e ignorando o que você sentia?
Sim, eu fui egoísta. Eu não me importei com o que você sentia, só com o que você sentiu por, sei lá, cinco minutos comigo? E por causa desses cinco minutos eu perdi quatro anos da minha vida? E eu ignorei o que você viveu os mesmos quatro anos? Se eu realmente tivesse levado em consideração talvez eu tivesse vivido minha vida da forma correta, mas quem sou eu pra querer viver da forma correta...
Eu assumo que eu fiquei feliz, que eu vi brotando na minha frente a oportunidade que eu queria... quatro anos atrás... mas quatro anos depois. Eu assumo que tudo aquilo que eu senti esse tempo todo, por um instante, voltou, como se o inferno que tem sido minha vida ultimamente tivesse visto uma brecha de felicidade, coisa que eu achei que talvez pudesse ter congelado no tempo, mas não. O tempo passou pra você, mas não passou pra mim.
O que eu quero dizer com isso é: ainda tem amor por você dentro de mim. Aos poucos esse amor tem sido ocupado, e está quase ocupado, pela atual mulher em questão, mas sempre que você fala comigo, por dois minutos ou mais, não importa o assunto, uma flor de amor meu por você nasce num jardim abstrato dentro de mim, ao lado das flores dela que ultimamente não tem sido muito regadas. O que eu quero dizer com isso é: eu daria minha vida pra mudar tudo que você pensa de mim e ficar só com aquela primeira impressão, da menina que você nunca tinha visto e que se declarou por você. E que você teve dúvidas e por cinco minutos que fosse concordou.
Mas não. Eu devo seguir minha vida, devo lutar por ela - a outra em questão - e deixar você livre por aí para que outra te escreva, para que outra te encante, para que outra te deixe nervosa, te abrace e você peça para ficar, mesmo sendo errado. Quero que você continue vivendo, como você estava fazendo, torcendo para que outra te faça errar e que depois se torne certo e que vocês sejam felizes e que me deixem com inveja, mas com um sorriso no rosto.
Eu sabia que eu só ia te esquecer se eu me apaixonasse de novo e, veja bem, eu me apaixonei. Mas teve aquele momento de transição, que normalmente dura 1 ano (depois do 3o. ano), até eu me entregar completamente e começar a ver que você não é nada de mais.
Talvez você não seja nada de mais e nos próximos dias ou meses eu me arrependa profundamente, mas pelo menos, se você leu, você sabe o que aconteceu. Você sabe que naqueles dias que eu tentei te confortar, te consolar e te deixar feliz, no fundo, eu queria mais que você esquecesse logo e se lembrasse de mim. Mas são quatro anos, oras, claro que você não ia lembrar. E porque eu ia desistir do atual amor da minha vida pra perder mais uns anos com você?
Só quero te dizer, Julia, que eu te amei como nunca amei ninguém, que eu tenho um apreço muito grande por você e que eu peço, por favor, para tomar cuidado que eu estou te enganando, eu ainda não me sinto confortável falando com você e se você não quiser passar por isso tudo de novo, assim como eu não quero, não fale de amor comigo. Temos outros assuntos que eu sei, afinal, nós conversávamos todos os dias, lembra? Desculpe por te enganar, fingir que eu tô bem, tentar te consolar. Espero que tenha ajudado um pouco, não por mim, mas por aquela que te fará feliz.
Continuo minha vidinha medíocre, minha depressão particular e diária e meu amor incondicional por um alguém novo.
Tem uns 4 anos. Eu lembro sim do tempo, já que durante os 3 primeiros eu contei cada dia esperando pelo dia que eu estaria ao seu lado. O último ano eu contei por acaso, ou porque eu contei os dias para não querer mais te ter do meu lado.
Eu te amei como nunca amei ninguém, e do amor mais puro. Do amor tão puro que eu nunca, em quatro anos, consegui pensar perversidades do seu corpo. Hoje, mesmo com tempos sem te ver, eu penso que você o tinha muito bonito, de verdade, mas que eu nunca fui capaz de diminuir meu sentimento por você por vontades físicas. Estava eu satisfeita com o único beijo que eu tive.
Me humilhei como nunca, chorei, fiquei maluca. Ficava bêbada sem beber, quis me matar, me isolei e nada nesse tempo inteiro funcionou. Chegou perto, mas não funcionou. E não foi culpa sua, por favor, não comece.
Eu menti pra você, algumas vezes. Não importa sobre o que, o que importou esse tempo inteiro foi o que eu sentia e depois não queria sentir mais. Eu nunca menti sobre o que eu senti por você, eu mentia por trivialidades, por orgulho, pra parecer bem. Conclusão: quando eu disse que eu tava bem, eu não estava. Quando eu disse que amava profundamente outra, eu não amava. Eu gostava, sim, mas eu não amava como eu te amava. Eu não conseguia. Meu coração sempre foi muito grande, mas muito focado, muito teimoso e só quis você, o tempo todo.
Nos últimos dois anos eu tentei em vão tirar toda a imagem que eu fiz sem querer: de maluca, de sensível, de bêbada, de mentirosa. Esse último não me importo, de verdade. Por mais que eu quisesse e sempre tentasse, eu não precisava provar nada da minha vida externa para você, pois no fundo o que sempre me importou foi você e o que eu sentia. Vai me culpar por isso, por não ter juntado provas pra te provar o que você queria? Peço perdão, se quiser, hoje que estou calma e imparcial, eu te provo o que você quiser sobre o que eu vivi naquele tempo e você não acreditou. De qualquer forma, não me interessa.
O dia que eu mais esperei nesses quatro anos chegou. E eu não vou mentir pra você que mesmo com o coração totalmente comprometido em amar uma outra mulher em questão - e que talvez me faça perder quatro anos ou mais -, eu fiquei nervosa. Eu queria ficar feliz, ver que eu tinha uma chance, mas, pô!, são quatro anos. Será que eu realmente fiquei quatro anos esperando e agora eu devo ficar feliz por algo que você não tá feliz? Será que eu fui egoísta esse tempo todo em pensar só no que eu estava fantasiando na minha cabeça e ignorando o que você sentia?
Sim, eu fui egoísta. Eu não me importei com o que você sentia, só com o que você sentiu por, sei lá, cinco minutos comigo? E por causa desses cinco minutos eu perdi quatro anos da minha vida? E eu ignorei o que você viveu os mesmos quatro anos? Se eu realmente tivesse levado em consideração talvez eu tivesse vivido minha vida da forma correta, mas quem sou eu pra querer viver da forma correta...
Eu assumo que eu fiquei feliz, que eu vi brotando na minha frente a oportunidade que eu queria... quatro anos atrás... mas quatro anos depois. Eu assumo que tudo aquilo que eu senti esse tempo todo, por um instante, voltou, como se o inferno que tem sido minha vida ultimamente tivesse visto uma brecha de felicidade, coisa que eu achei que talvez pudesse ter congelado no tempo, mas não. O tempo passou pra você, mas não passou pra mim.
O que eu quero dizer com isso é: ainda tem amor por você dentro de mim. Aos poucos esse amor tem sido ocupado, e está quase ocupado, pela atual mulher em questão, mas sempre que você fala comigo, por dois minutos ou mais, não importa o assunto, uma flor de amor meu por você nasce num jardim abstrato dentro de mim, ao lado das flores dela que ultimamente não tem sido muito regadas. O que eu quero dizer com isso é: eu daria minha vida pra mudar tudo que você pensa de mim e ficar só com aquela primeira impressão, da menina que você nunca tinha visto e que se declarou por você. E que você teve dúvidas e por cinco minutos que fosse concordou.
Mas não. Eu devo seguir minha vida, devo lutar por ela - a outra em questão - e deixar você livre por aí para que outra te escreva, para que outra te encante, para que outra te deixe nervosa, te abrace e você peça para ficar, mesmo sendo errado. Quero que você continue vivendo, como você estava fazendo, torcendo para que outra te faça errar e que depois se torne certo e que vocês sejam felizes e que me deixem com inveja, mas com um sorriso no rosto.
Eu sabia que eu só ia te esquecer se eu me apaixonasse de novo e, veja bem, eu me apaixonei. Mas teve aquele momento de transição, que normalmente dura 1 ano (depois do 3o. ano), até eu me entregar completamente e começar a ver que você não é nada de mais.
Talvez você não seja nada de mais e nos próximos dias ou meses eu me arrependa profundamente, mas pelo menos, se você leu, você sabe o que aconteceu. Você sabe que naqueles dias que eu tentei te confortar, te consolar e te deixar feliz, no fundo, eu queria mais que você esquecesse logo e se lembrasse de mim. Mas são quatro anos, oras, claro que você não ia lembrar. E porque eu ia desistir do atual amor da minha vida pra perder mais uns anos com você?
Só quero te dizer, Julia, que eu te amei como nunca amei ninguém, que eu tenho um apreço muito grande por você e que eu peço, por favor, para tomar cuidado que eu estou te enganando, eu ainda não me sinto confortável falando com você e se você não quiser passar por isso tudo de novo, assim como eu não quero, não fale de amor comigo. Temos outros assuntos que eu sei, afinal, nós conversávamos todos os dias, lembra? Desculpe por te enganar, fingir que eu tô bem, tentar te consolar. Espero que tenha ajudado um pouco, não por mim, mas por aquela que te fará feliz.
Continuo minha vidinha medíocre, minha depressão particular e diária e meu amor incondicional por um alguém novo.
domingo, 29 de janeiro de 2012
sábado, 28 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
eu quero não ter certeza
Eu guardo uma melancolia, uma agonia, uma indiferença... tão grande. Nada me anima, tentei mentalmente listar uma série de lugares favoritos e não consegui chegar a nenhum a não ser "eu costumava gostar... mas agora tanto faz".
Como se tudo além dela e do meu interesse pelo estudo fosse indiferente. E agora que eu chego cedo em casa, eu vejo as ruas lotadas, as pessoas indo pra praia e eu doida para chegar em casa e fazer algo que eu gosto. Bem, ultimamente não tenho achado o que eu gosto e por isso tenho até recusado as milhões de tentativas dela de me ajudar a achar.
Eu peço desculpas, falo que quero ir pra casa e que a vejo no dia seguinte. Ela entende, fica triste e não insiste, só no dia seguinte. No dia seguinte ela continua insistindo que eu saia de dentro da minha cabeça.
Antes eu tivesse, como eu já tive, um mundo maravilhoso na minha cabeça. Um mundo cheio de coisas perfeitas. Mas não. Se você - eu disse, qualquer pessoa - abrir minha cabeça, vai encontrar um monte de informações, preocupações e espera por coisas que ainda não aconteceram. Agora, mais do que nunca, eu quero apressar as coisas, como se minha vida fosse mudar depois. E não vai.
A única oportunidade que eu tive esses dias de mudar minha vida e que ia me obrigar a mudar milhões de coisas, eu não mudei. Eu preferi continuar assim, esperando o que eu quero que aconteça acontecer. Mas e depois de acontecer? Será que vai ser igual aquela viagem de julho que eu tanto esperei, fiz, aconteci e quando voltei me deparei com a vida parada no mesmo lugar, sem grandes mudanças?
Na verdade, dessa vez, a questão vai além da viagem. Vai além do casamento que eu prometi. Eu acho, que de alguma forma, eu vou começar a ver o mundo de outro jeito. Porque eu não sei. Talvez seja além da ida ao México e a sobrevivência ao fim do mundo. Eu acho realmente que algo repentino vai mudar minha vida.
Enquanto isso eu preferi ler um livro, dormir sozinha e evitar sair. Enquanto isso, apesar das tragédias próximas, o Rio de Janeiro tem um verão lindo e eu uma cama nova.
No final das contas, minha mania de escrever milhões de finais consecutivos para o mesmo texto não acabou, mas todo o resto, aquilo que me mantinha viva, sumiu. Eu queria ter para o que e para quem escrever. E eu tenho, só não acho que eu preciso, pois já parece estar tudo resolvido. Esse meu gosto pelo que eu não posso resolver e passar dias escrevendo achando que chegarei em algum lugar... e nunca cheguei...
Hoje eu sei onde eu vou chegar com tudo que eu estou fazendo. Talvez mude, mas eu tenho um horizonte. Talvez eu devesse me mudar para São Paulo e não ter mais horizonte, pois a dúvida sempre guiou minha vida e ter certeza que eu vou realizar um sonho de ir ao México, terminar os estudos e me casar com a mulher da minha vida não me trás mais nenhuma dúvida. Pode acreditar, nenhuma.
Como se tudo além dela e do meu interesse pelo estudo fosse indiferente. E agora que eu chego cedo em casa, eu vejo as ruas lotadas, as pessoas indo pra praia e eu doida para chegar em casa e fazer algo que eu gosto. Bem, ultimamente não tenho achado o que eu gosto e por isso tenho até recusado as milhões de tentativas dela de me ajudar a achar.
Eu peço desculpas, falo que quero ir pra casa e que a vejo no dia seguinte. Ela entende, fica triste e não insiste, só no dia seguinte. No dia seguinte ela continua insistindo que eu saia de dentro da minha cabeça.
Antes eu tivesse, como eu já tive, um mundo maravilhoso na minha cabeça. Um mundo cheio de coisas perfeitas. Mas não. Se você - eu disse, qualquer pessoa - abrir minha cabeça, vai encontrar um monte de informações, preocupações e espera por coisas que ainda não aconteceram. Agora, mais do que nunca, eu quero apressar as coisas, como se minha vida fosse mudar depois. E não vai.
A única oportunidade que eu tive esses dias de mudar minha vida e que ia me obrigar a mudar milhões de coisas, eu não mudei. Eu preferi continuar assim, esperando o que eu quero que aconteça acontecer. Mas e depois de acontecer? Será que vai ser igual aquela viagem de julho que eu tanto esperei, fiz, aconteci e quando voltei me deparei com a vida parada no mesmo lugar, sem grandes mudanças?
Na verdade, dessa vez, a questão vai além da viagem. Vai além do casamento que eu prometi. Eu acho, que de alguma forma, eu vou começar a ver o mundo de outro jeito. Porque eu não sei. Talvez seja além da ida ao México e a sobrevivência ao fim do mundo. Eu acho realmente que algo repentino vai mudar minha vida.
Enquanto isso eu preferi ler um livro, dormir sozinha e evitar sair. Enquanto isso, apesar das tragédias próximas, o Rio de Janeiro tem um verão lindo e eu uma cama nova.
No final das contas, minha mania de escrever milhões de finais consecutivos para o mesmo texto não acabou, mas todo o resto, aquilo que me mantinha viva, sumiu. Eu queria ter para o que e para quem escrever. E eu tenho, só não acho que eu preciso, pois já parece estar tudo resolvido. Esse meu gosto pelo que eu não posso resolver e passar dias escrevendo achando que chegarei em algum lugar... e nunca cheguei...
Hoje eu sei onde eu vou chegar com tudo que eu estou fazendo. Talvez mude, mas eu tenho um horizonte. Talvez eu devesse me mudar para São Paulo e não ter mais horizonte, pois a dúvida sempre guiou minha vida e ter certeza que eu vou realizar um sonho de ir ao México, terminar os estudos e me casar com a mulher da minha vida não me trás mais nenhuma dúvida. Pode acreditar, nenhuma.
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
prova
Não produzir nada belo com as palavras que sempre me foram tão amigas tem me deixado a beira do desespero. Enquanto eu isso eu leio, estudo e resumo tudo isso, mas meu coração que antes era mais que dicionário - repleto de palavras bonitas e diversos significados - hoje em dia não produz nada além de amor.
Pelo menos você está satisfeita com isso e talvez seja por isso que eu nunca mais escrevi, já que a escrita sempre foi uma forma que eu achava para provar o que eu sentia e pra você já não preciso provar nada.
Obrigada.
Pelo menos você está satisfeita com isso e talvez seja por isso que eu nunca mais escrevi, já que a escrita sempre foi uma forma que eu achava para provar o que eu sentia e pra você já não preciso provar nada.
Obrigada.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Café da manhã.
Eu não devia ter te sonhado
na sua cama do meu lado
e feito seu café da manhã
depois do domingo final de tarde
que acabou numa segunda chuvosa.
Eu não devia ter me lembrado
no conforto do travesseiro
que nesses últimos quatro anos inteiros
eu te sonhei cada dia um pouco mais.
Eu não devia ter te abraçado
tão forte que senti em mim
voltar minha vontade
de escrever palavras fatais.
Eu não deveria ter me sentido capaz
e ter me permitido te amar
de um jeito que eu não tinha conseguido
a tempos atrás.
Eu não deveria ter escrito
isso ou aquilo
enquanto eu te via deitada dormindo
do meu lado, em cima do meu umbigo.
Eu não deveria ter te feito café da manhã
e te deixado tudo isso como bilhete
pois junto com este
eu deixo meu coração
e te proponho que,
tanto tempo depois,
você resolva o que fazer com ele.
Eu vou ficar com ele,
mas dessa vez te dou algo em troca.
Venha hoje, bata na minha porta,
que amanhã de manhã,
no café-da-manhã,
eu te entrego
meu coração.
na sua cama do meu lado
e feito seu café da manhã
depois do domingo final de tarde
que acabou numa segunda chuvosa.
Eu não devia ter me lembrado
no conforto do travesseiro
que nesses últimos quatro anos inteiros
eu te sonhei cada dia um pouco mais.
Eu não devia ter te abraçado
tão forte que senti em mim
voltar minha vontade
de escrever palavras fatais.
Eu não deveria ter me sentido capaz
e ter me permitido te amar
de um jeito que eu não tinha conseguido
a tempos atrás.
Eu não deveria ter escrito
isso ou aquilo
enquanto eu te via deitada dormindo
do meu lado, em cima do meu umbigo.
Eu não deveria ter te feito café da manhã
e te deixado tudo isso como bilhete
pois junto com este
eu deixo meu coração
e te proponho que,
tanto tempo depois,
você resolva o que fazer com ele.
Eu vou ficar com ele,
mas dessa vez te dou algo em troca.
Venha hoje, bata na minha porta,
que amanhã de manhã,
no café-da-manhã,
eu te entrego
meu coração.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Vazio preenchido.
Você não sabe como é frustrante para mim encontrar essa
imensidão branca na minha frente e não conseguir falar nada que preste.
Escrever sempre foi passar o que estava dentro e sujar esse branco e hoje eu
não consigo nem empoeirá-lo, quer dizer, estou vazia?
Meu medo maior nem é estar vazia e sim achar que nada que há
dentro de mim deve ser escrito, por ser irrelevante. Pior que o vazio é esse
meu dentro de mim estar cheio de coisas que eu julgo inúteis. Ou talvez eu só
tenha mudado o público da minha escrita a partir do momento que mudei o que
está dentro de mim... como se eu tivesse um público.
O que eu tenho de bom dentro de mim, que na maior parte do
tempo se resume a ela e ao estudo, eu quero guardar só pra mim. Não tenho mais
necessidade de dividir com os outros. Não tenho mais vontade de mostrar pra
ninguém. Eu quero deixa-la aqui dentro sempre, no quentinho, porque lá fora
chove, venta e tá frio.
Sentir esse meu afastamento com a escrita está me matando.
Sentir que nada de bom sai das minhas mãos... mesmo que eu tenha encontrado
outros caminhos, ainda sim, não é como escrever. Escrever me salvava dos meus
medos, da minha solidão, da minha angústia e isso me levaria a crer que, já que
não escrevo mais, não tenho mais essas coisas e não ter mais essas coisas
diminui meus motivos de viver. Ou o fim do mundo está chegando, assim como o
final do calendário Maya, ou ela, Cândida, roubou meus medos e me transformou
no que eu sou hoje: em uma pessoa feliz, sem medos, angústia e bla bla bla, mas
sem o prazer máximo que eu tinha como ser humano, que era justamente esse tal
negócio de escrever.
Me ensina outro caminho, me mostra onde eu posso usar isso
que nasceu comigo, por favor.
sábado, 19 de novembro de 2011
Abandono.
Quando eu correspondi seu gesto naquele dia, naquele final do mês de março, eu nunca achei que fosse chegar aqui. Aqui em Novembro, 8 meses depois, quando eu me comprometi em passar o resto da minha vida com você, coisa que eu nunca fiz com ninguém, por mais que talvez eu sonhasse como ia ser, se podia ser...
Além disso, eu não sabia de uma coisa. Que a partir do momento que eu correspondesse, eu ia perder o que você era para mim até então: um modelo a ser seguido. Não que eu não queira mais ser tão inteligente e decidida como você, eu ainda quero, mas eu queria alguém que me acompanhasse, que estivesse lá quando eu conseguisse, que me desse sugestões e fizesse o que até então você estava fazendo e parou, com medo de perder o foco. Não estou te culpando, já que eu sabia desde o início que seria assim, mas eu fico com essa dúvida em mim... não abriria mão do que temos hoje para voltar a ser o que éramos antes, já que isso seria impossível, mas eu sinto falta, principalmente agora que eu preciso de uma pessoa, do jeito que você era, e eu não conheço mais ninguém apto para tal. Não quero conselho de mais ninguém, instrução de mais ninguém...
Eu perdi aquela que eu conheci, ganhei essa que estou conhecendo e quero passar o resto da minha vida fazendo, mas me dói muito saber que eu nunca mais vou ter alguém como você foi para mim, até aquele mês de março.
Sigo meu rumo sozinha, evitando te pedir opinião e se você me ver triste, a culpa não é sua, é da Cândida que me abandonou em março e que me fez ser exigente com qualquer outra pessoa que ousasse substituí-la.
Além disso, eu não sabia de uma coisa. Que a partir do momento que eu correspondesse, eu ia perder o que você era para mim até então: um modelo a ser seguido. Não que eu não queira mais ser tão inteligente e decidida como você, eu ainda quero, mas eu queria alguém que me acompanhasse, que estivesse lá quando eu conseguisse, que me desse sugestões e fizesse o que até então você estava fazendo e parou, com medo de perder o foco. Não estou te culpando, já que eu sabia desde o início que seria assim, mas eu fico com essa dúvida em mim... não abriria mão do que temos hoje para voltar a ser o que éramos antes, já que isso seria impossível, mas eu sinto falta, principalmente agora que eu preciso de uma pessoa, do jeito que você era, e eu não conheço mais ninguém apto para tal. Não quero conselho de mais ninguém, instrução de mais ninguém...
Eu perdi aquela que eu conheci, ganhei essa que estou conhecendo e quero passar o resto da minha vida fazendo, mas me dói muito saber que eu nunca mais vou ter alguém como você foi para mim, até aquele mês de março.
Sigo meu rumo sozinha, evitando te pedir opinião e se você me ver triste, a culpa não é sua, é da Cândida que me abandonou em março e que me fez ser exigente com qualquer outra pessoa que ousasse substituí-la.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Uma hora e meia.
Conversei com uma amiga hoje e ela me disse que ficou uma hora e meia conversando com o ex namorado e disse que falou para ele tudo que tinha a dizer. Quando eu disse "só uma hora e meia para dizer tudo?", ela achou um absurdo. Deixei pra lá, já que meus padrões são outros, mas pensei...
Eu fiquei três anos buscando o certo a dizer para a Mulherzinha, e não consegui.
Eu fiquei quase um ano tentando falar algo para a Melissa, e ela se foi.
Eu fiquei três anos com a Priscilla, e até hoje não consegui.
Três anos de Julia e não consegui.
Alguns meses de Luize, e nada.
Um ano e meio de Fernanda e muita coisa entalada.
Agora ela, noites e noites, desde março, conversando e eu não consegui chegar a uma conclusão de como falar pra ela o que eu sinto.
Eu sei que talvez tudo isso tenha sido atrapalhado já que eu vivi muitas dessas coisas ao mesmo tempo, mas cada uma com seu espaço na minha vida e coração, sem trair ninguém, no caso. E alguém acha suficiente uma hora e meia pra tanto tempo? Como eu vou falar tudo que eu preciso para a mulher que eu quero me casar em uma hora e meia? Como eu vou falar tudo que eu senti e sinto agora por um namoro que durou quase 3 anos de idas e vindas? Como eu vou falar o que ela significou para mim, se ela está em pedaços bem pequenininhos misturados na água do mar?
Acho que o principal problema é que eu sempre busquei as palavras que iam resolver meus problemas, tanto para o esquecimento quanto para convencer a pessoa em questão de que meu amor valeria a pena. Eu sempre quis algo em troca na hora de dizer, nesse caso, por isso nunca disse e sempre me ocupei de palavras que não diziam tudo, mas que eu não procurava resposta.
Vou tentar o impossível e fazer o que pode me machucar pra sempre e, principalmente, machucar alguém: eu vou falar sem rodeios, sem palavras bonitas. Vou falar como se eu tivesse pego o telefone e ficado uma hora e meia falando. Sem possibilidade de apagar o que eu disse.
Não sei quando eu vou fazer isso, mas eu vou, em breve. Vou fazer na ordem de acontecimento. Acho que, como sempre fui eu que falei tudo, elas nunca se deram o trabalho de fazê-lo, então eu que farei. Bem, na verdade, Cândida fez e faz e talvez meu maior medo seja o de falar dela e não conseguir alcançar a profundeza do que ela sempre me diz.
Taís, eu vou beber, pegar o telefone e gastar uma hora e meia. Ser repetitiva. Ficar de saco cheio. Falar tudo que eu tenho a dizer nesse espacinho. Mas no caso escreverei, pois é assim que eu faço, eu consigo simular situações e vou fazer assim dessa vez.
Eu fiquei três anos buscando o certo a dizer para a Mulherzinha, e não consegui.
Eu fiquei quase um ano tentando falar algo para a Melissa, e ela se foi.
Eu fiquei três anos com a Priscilla, e até hoje não consegui.
Três anos de Julia e não consegui.
Alguns meses de Luize, e nada.
Um ano e meio de Fernanda e muita coisa entalada.
Agora ela, noites e noites, desde março, conversando e eu não consegui chegar a uma conclusão de como falar pra ela o que eu sinto.
Eu sei que talvez tudo isso tenha sido atrapalhado já que eu vivi muitas dessas coisas ao mesmo tempo, mas cada uma com seu espaço na minha vida e coração, sem trair ninguém, no caso. E alguém acha suficiente uma hora e meia pra tanto tempo? Como eu vou falar tudo que eu preciso para a mulher que eu quero me casar em uma hora e meia? Como eu vou falar tudo que eu senti e sinto agora por um namoro que durou quase 3 anos de idas e vindas? Como eu vou falar o que ela significou para mim, se ela está em pedaços bem pequenininhos misturados na água do mar?
Acho que o principal problema é que eu sempre busquei as palavras que iam resolver meus problemas, tanto para o esquecimento quanto para convencer a pessoa em questão de que meu amor valeria a pena. Eu sempre quis algo em troca na hora de dizer, nesse caso, por isso nunca disse e sempre me ocupei de palavras que não diziam tudo, mas que eu não procurava resposta.
Vou tentar o impossível e fazer o que pode me machucar pra sempre e, principalmente, machucar alguém: eu vou falar sem rodeios, sem palavras bonitas. Vou falar como se eu tivesse pego o telefone e ficado uma hora e meia falando. Sem possibilidade de apagar o que eu disse.
Não sei quando eu vou fazer isso, mas eu vou, em breve. Vou fazer na ordem de acontecimento. Acho que, como sempre fui eu que falei tudo, elas nunca se deram o trabalho de fazê-lo, então eu que farei. Bem, na verdade, Cândida fez e faz e talvez meu maior medo seja o de falar dela e não conseguir alcançar a profundeza do que ela sempre me diz.
Taís, eu vou beber, pegar o telefone e gastar uma hora e meia. Ser repetitiva. Ficar de saco cheio. Falar tudo que eu tenho a dizer nesse espacinho. Mas no caso escreverei, pois é assim que eu faço, eu consigo simular situações e vou fazer assim dessa vez.
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