segunda-feira, 4 de julho de 2011

11 de setembro e Eclipses.

Era 2001 e eu estava no colégio dia 11 de setembro. Algumas pessoas começaram a sair correndo aos prantos preocupados com quem estava lá, de fato, no "11 de setembro". Eu tinha 10 anos e pelas barbaridades, pensei que o mundo estivesse acabando. Senti medo, da mesma forma que sentia nas viradas do ano ou nos eclipses quando me diziam que o mundo ia acabar. Eu olhava meus brinquedos - normalmente livros - e pensava que nunca mais os veria. Eu não assumia, mas eu tinha esse sentimento mais forte pelo meus pais e meu irmão. Enquanto isso minha dormia no quarto escuro e eu mal via o rosto dela - quando minha ficou tempos trancada por depressão.

Deu tudo certo e, 10 anos depois, eu temo o mundo desmoronar, talvez por coisas menores. Mas dessa vez, por coisas minhas. Na verdade, por ansiedade. Temo perder o que eu estou esperando há meses, talvez a encomenda tão necessária não chegue e, aquela encomenda que foi feita, mas que eu não queria, chegue. No fundo eu tenho certeza de que não perderei, a encomenda I chegará e a II não, já que eu impedi que isso acontecesse, mas como minha cabeça anda vazia demais por estar ocupada demais com a rotina que já não aguento, alimento esse mundinho na minha cabeça que, talvez não em um eclipse ou em uma virada de ano, vai acabar assim como os vários mundos que me falaram que iam acabar desde 2001 e, 10 anos depois, ainda não.

No final, quando o sol aparece ou quando tudo parece ser a mesma coisa, eu sorrio de alívio e prometo fazer tudo diferente, ou pelo menos valorizar mais.