quinta-feira, 14 de julho de 2011

Conforto.

Sair da zona de conforto é sempre preocupante. Ficamos com medo de nunca mais voltarmos ao que era antes. De se perder, mesmo que ainda haja aquela esperança de tudo ser bem melhor.
O costume. "Em time que tá ganhando não se mexe...". Sempre os mesmos medos.

Cortei o cabelo como nunca. Não me traumatizei. Não que o jeito de sempre fosse ruim, mas eu precisava saber o que ia acontecer se... eu precisava me deparar com isso. E por mais banal que seja, dentro da banalidade toda da minha vida, essas coisas me mobilizam de alguma forma, foi então que eu peguei o telefone e liguei pra ela. Falei do ocorrido e ela não expressou muita emoção. Fiquei em silêncio e falei:

"Deveria te começado com 'Estou orgulhosa de ter tido coragem, queria dividir isso com você'".

Ela sorriu - eu percebi no mudo do telefone - e disse: estou orgulhosa por saber que você tem coragem. Poucos tem.

Lembrei de quando ela respirou fundo e criou coragem de se assumir comigo, depois daquela zona de conforto da vida dela por 9 anos. E eu o resto da vida com a limitação do meu cabelo. Uns casam, uns tem problemas com cabelo. Ambos tem coragem. Nós temos.