Estudando um pouco sobre o calendário Maia, eu descobri que, diferente do nosso apenas com meses e ano (compreendido em 365 dias), o calendário antigo possui outras milhares (a palavra é só um exagero, mas são muitos) de divisões, sempre acompanhados pelas profecias, pelas reações da natureza etc.
Não continuei estudando, já que percebi que esse seria um estudo para minha vida e não para poucas horas lendo textos de enciclopédias medíocres online. Se minha cabeça quase fundiu com esses textos básicos, eu mal posso esperar o que me aguarda o resto da vida.
Fora isso, eu tento entender meu próprio ciclo, um ciclo de 1095 dias, aproximadamente, o que no nosso calendário muito mais simples, corresponde a 3 anos. O que acontece comigo a cada 3 anos desde os 13/14? Aquela coisa de sempre, que eu usei aqui como espaço para me lamentar: eu amo.
No meio desses 1095 dias, minha cabeça se vê ocupada por um pensamento predominante, mas minha mania de tentar viver várias coisas ao mesmo tempo me empurra para uma coragem de viver outras "coisas" paralelas. Agora comparando com o calendário Maia, nesse período algumas coisas acontecem, talvez algumas maldições ou respostas da natureza ao meu estado amante, que me impedem de continuar alguns planos. Mesmo com tantas evidências, eu continuo achando que eu consigo viver uma vida "normal", de um ciclo do calendário normal, vivendo mês-pós-mês com certa tranquilidade e com aquele pensamento que só irá embora no período de 1095 dias. Não consigo.
Hoje eu tenho total certeza disso e em meio a tanta informação na minha cabeça, informações do mundo externo e não minhas, eu parei. Parei para contemplar esse elipse na minha mente, 1095 depois do último, me mostrando que milhões de coisas irão acontecer nos próximos dias.
Parei para admirar meu próximo ciclo e como ele, diferente dos outros - claro, sempre diferentes! - talvez me dê certa esperança. Não ignorando as impossibilidades, mas pelo fato de, como já sei lidar com isso, eu conseguir chorar sem doer e ter orgulho de viver assim. Ou esperar ansiosamente pela morte no dia 21/12/2012.
Antes de morrer eu prometi a mim mesma - e aos Maias, a primeira coisa "mítica" e "fora da atual realidade" que eu realmente acredito e admiro - que eu viveria minha vida, esse ciclo, mesmo tendo algumas evidências de que ele pode acabar antes. Prometi estudar, me sentir útil, sorrir. Prometi regar esse amor todos os dias e ver um significado mais profundo em tudo que eu vejo, em tudo que eu passo. Prometi visitá-los - os Maias, no caso. Prometi entregá-los minha admiração, minha crença, meu estudo e minha gratidão por terem despertado meu interesse num meio - dentro de mim - que jamais conseguiu se entregar a algo talvez muito abstrato para minha vida concreta demais.
Prometi amá-la até o último dia da minha vida, segurei a mão dela, beijei e simbolizei, com uma coroa, que ela seria minha até o último dia da minha vida. Pode parecer meio doentio, mas meu medo de perdê-la me faz ficar feliz com o fim dos tempos - e do calendário inicialmente citado - tão próximo, já que eu terei certeza que a terei amado até o último dia da minha existência e como ela insiste em dizer, ela também.
Não quero morrer, não perdi o medo, não sei se eu realmente acredito com certeza na precisão das datas. Talvez por serem calendários tão distintos - esses três -, as coisas terminem mais tarde, ou mais cedo. Só temo as evidências e são elas que me fazem acreditar fielmente nesses dois calendários distintos do nosso - no dos Maias e suas profecias que realmente aconteceram e estão acontecendo e o meu calendário por ser sempre tão preciso, por me trazer eclipses na minha vida a cada 1095 dias.
De longe não me tornarei uma personagem de filme de Lars Von Trier. Vou continuar sendo eu, mas dessa vez com uma coragem a mais, com um significado maior na minha vida, com um brilho nos olhos e com aquela minha vontade de escrever voltando. Ah! Um sinal. Da mesma forma que o derretimento dos pólos, por exemplo, foi um sinal de que as profecias realmente estavam e estão acontecendo - por mais que isso também seja um fenômeno natural, no caso, o aquecimento global -, eu ter vontade de escrever é uma evidência das minhas próprias profecias.
Atualmente eu vivo só no meu calendário, ignorando os outros, mas se o mundo não acabar em 2012, eu tenho medo do final do meu ciclo, já que não amá-la mais me parece tão injusto. Pela primeira vez eu vejo justiça nesse amor, mesmo que eu sempre acredite que não me levará ao que é esperado por quem ama - querer ser amado. Hoje em dia eu não quero, por mais que ela jure de pés juntos que isso aconteça. Hoje eu quero contemplá-la até o final da minha vida.
Espero que la salida sea gozosa y espero nunca más volver.
P.S: A desorganização dos meus textos - talvez a partir de hoje ou os textos mais atuais - são prova de como minha cabeça anda povoada de 400 milhões de coisas.
P.S.2: Ela é a principal delas.
