Não te fiz um começo, com medo de ter um fim. Não te descrevi num poema, porque você já está aqui para mim, não precisando, então, te concretizar. Não te fiz milhões de cartas, pois só escrevo cartas para quem não vejo. Você eu vejo e prefiro falar. Não tentei te desenhar e não juntei milhões de fotos suas pois eu acordo do seu lado. Não chorei em um blues, não escolhi uma música para te lembrar e nem um filme para ter catarse: tudo que eu vejo e escuto e sinto... tem você.
Não passei dias pensando no que te dizer para te fazer sorrir por acaso, nunca evitei nenhum lugar com medo de te encontrar, não comecei a te ver em tudo quanto era canto enquanto você não estava, não sonho com você todas as noites, não preciso respirar fundo para te dirigir a palavra.
Só quero que você saiba que eu não faço questão de nenhuma dessas coisas e que as minhas tensões com você começam principalmente quando eu consigo sentir sua respiração na minha pele.